Filamento magnético de quase um milhão de km explode no Sol

Filamento que explodiu no Sol tinha quase um milhão de quilômetros de extensão – mais que o dobro da distância entre a Terra e a Lua

Filamento com quase um milhão de km de extensão explode no Sol. Crédito: SDO/NASA

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Na noite de segunda-feira (12), às 20h (pelo horário de Brasília), um enorme filamento magnético explodiu no Sol, liberando uma onda de material no hemisfério norte do astro. Ele tinha quase um milhão de quilômetros de extensão – mais que o dobro da distância entre a Terra e a Lua.

Embora tenha sido uma erupção gigantesca, os dados indicam que a Terra não está na rota do material expelido. O evento foi registrado por agências espaciais e entusiastas da astronomia. “Não tenho certeza de como chamar essa erupção, talvez o evento ‘asa de pássaro’ ou ‘asa de anjo’? De qualquer forma, é realmente algo para testemunhar!”, escreveu o caçador de auroras Vincent Ledvina, do Alasca (EUA), no X.

“UAU! Há um filamento absolutamente enorme em erupção agora! Ele supera todas as erupções de filamentos que vimos recentemente”, postou o também caçador de auroras Jure Atanackov em seu perfil na rede social de Elon Musk.

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O que são filamentos magnéticos e como eles explodem no Sol

Filamentos solares são faixas de plasma frio e denso mantido acima da superfície do Sol por campos magnéticos. Quando perdem estabilidade, eles podem explodir violentamente, muitas vezes lançando uma ejeção de massa coronal (CME) – uma nuvem de partículas solares carregadas e campos magnéticos que viajam pelo espaço. Foi o que aconteceu nesse caso, segundo o guia de observação astronômica EarthSky.org.

Em outro post no X, Atanackov explicou que, se tivesse vindo em direção à Terra, o impacto dessa CME poderia causar uma tempestade geomagnética intensa, de categoria G4 ou até G5 (as mais poderosas em uma escala de G1 a G5). 

Filamento gigante explode no noroeste do Sol. Crédito: SDO/NASA

Mesmo sem risco direto, os cientistas continuam monitorando a situação. Isso porque, quando eventos dessa magnitude atingem nosso planeta:

  • Falhas na tensão e no sistema de proteção podem causar apagões, colapsos em sistemas de rede e danos a transformadores;
  • Espaçonaves podem ter carregamento excessivo e falhas de orientação, além de problemas de comunicação e com satélites de rastreamento;
  • Correntes de tubulação podem chegar a centenas de amperes; HF pode falhar por até 2 dias; GPS e rádio podem ser afetados por longas horas; 
  • Auroras visíveis até a Flórida e sul do Texas.
Flavia Correia

Redator(a)


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Jornalista formada pela Unitau (Taubaté-SP), com Especialização em Gramática. Já foi assessora parlamentar, agente de licitações e freelancer da revista Veja e do antigo site OiLondres, na Inglaterra.

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