Você comeria? Carne de peixe é criada em laboratório por startup

A empresa garante que o produto mantém a mesma aparência, gosto e cheiro do peixe, além de ser seguro para o consumo

Imagem: divulgação/Sustineri Piscis

Compartilhe esta matéria

Um dos maiores desafios da atualidade é combater a poluição causada pelos plásticos. O problema, além de gerar graves impactos ambientais, pode causar um cenário de insegurança alimentar, em razão da contaminação de peixes.

Pensando nisso, a startup Sustineri Piscis decidiu produzir carne de pescado em laboratório. Utilizando a técnica de cultivo celular, a empresa garante que o produto mantém o mesmo gosto e cheiro, além de ser seguro para o consumo.

Método evita a contaminação e preserva espécies ameaçadas

  • De acordo com a startup, a célula do peixe é levada ao laboratório, onde é cuidada para que sobreviva e se reproduza.
  • Cientistas, então, trabalham para criar uma linhagem melhorada.
  • O resultado vai a um biorreator, com líquidos nutrientes, que fará com que surja uma massa proteica, de onde surgirá a chamada carne de peixe do futuro.
  • O produto tem a mesma coloração, cheiro e gosto do animal original.
  • A Sustineri Piscis garante que este método evita a contaminação, além de preservar espécies ameaçadas.
  • Ao mesmo tempo, serve como alternativa para alimentar a população mundial com uma comida de qualidade e alta oferta de proteínas.
  • A liberação da comercialização do peixe artificial ainda depende de aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
  • As informações são do UOL.
Staturp criou método para produção de carne de peixe em laboratório (Imagem: divulgação/Sustineri Piscis)

Leia mais

Criação em laboratório é alternativa para evitar escassez de carne

O CEO da Sustineri Piscis, Marcelo Szpilman, explica que a quantidade de peixes no mundo está diminuindo em função da ação humana. Espécies como badejo, garoupa, cherne e robalo, por exemplo, estão ameaçadas.

Por outro lado, quase todos os animais marinhos estão altamente intoxicados com metais pesados. Para se ter uma ideia, cerca de 80% do mercúrio presente no organismo humano vem do peixe que consumimos.

Poluição gerada pelos plásticos contamina os peixes que consumimos (Imagem: xalien/Shutterstock)

Este cenário causa insegurança alimentar. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), será necessário dobrar a quantidade de proteínas até 2050 para atender 10 bilhões de pessoas no planeta. Isso significa que faltará o que comer.

Não há como dobrar o número de cabeças de gado, de galinhas e muito menos de peixes capturados. Em um futuro próximo, teremos todas as carnes por cultivo celular, incluindo picanha.

Marcelo Szpilman, CEO da Sustineri Piscis


Alessandro Di Lorenzo

Colaboração para o Olhar Digital

Alessandro Di Lorenzo é colaborador no Olhar Digital

Lucas Soares é jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e atualmente é editor de ciência e espaço do Olhar Digital.


Postagem Relacionada

Copyright © 2024 Jornal Vertente

Jornal Vertente
Visão geral da privacidade

Este site utiliza cookies para que possamos fornecer a melhor experiência possível ao usuário. As informações dos cookies são armazenadas em seu navegador e desempenham funções como reconhecer você quando retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.