Homem usa chip Neuralink para gravar e editar vídeo

Brad Smith foi o último paciente a receber o implante cerebral e o primeiro com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)

(Imagem: Kemarrravv13 / Shutterstock.com)

Compartilhe esta matéria

Até agora, três pacientes já receberam chips cerebrais da Neuralink, empresa de Elon Musk. Estes dispositivos prometem ajudar pessoas com algum tipo de paralisia e podem mudar por completo a vida delas.

Um exemplo disso é Brad Smith. Ele foi o último paciente a receber o implante e o primeiro com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), uma doença neurodegenerativa que afeta o sistema nervoso, levando à paralisia motora.

Apesar de todos os desafios impostos por sua condição de saúde, Smith conseguiu postar um vídeo no YouTube mostrando como ele usa seu implante cerebral no dia-a-dia. A tecnologia permitiu que ele editasse e narrasse o conteúdo.

Ele explicou como a interface cérebro-computador (BCI) possibilita que ele use sinais cerebrais para controlar o mouse para editar o vídeo. Smith disse que o sistema não lê um fluxo constante de seus pensamentos, mas interpreta sinais cerebrais indicando como e para onde ele deseja mover o cursor.

Como o paciente acabou perdendo totalmente a capacidade de falar, a inteligência artificial foi usada para criar uma versão sintética de sua voz a partir de gravações antigas. Isso permitiu que ele narrasse o vídeo publicado. As informações são do ScienceAlert.

Leia mais

Elon Musk conversando com médicos
Elon Musk supervisionando atividades da empresa (Imagem: reprodução/Neuralink)
  • Embora a abordagem tecnológica da Neuralink seja vista como inovadora, há preocupações sobre o uso de seus dispositivos para controle de comportamento.
  • Críticos alertam para a falta de regulamentação e a possibilidade de que um chip implantado no cérebro possa atuar sem supervisão apropriada, levantando questões éticas sobre o uso da tecnologia.
  • A Neuralink realizou testes em animais e cerca de 1.500 deles acabaram morrendo.
  • Já em humanos, três pacientes receberam o implante cerebral.
  • Em um deles os fios retraíram, reduzindo o número de eletrodos capazes de decodificar sinais cerebrais.
  • A empresa de Elon Musk conseguiu restaurar alguma funcionalidade ajustando o algoritmo para aumentar a sensibilidade, mas o caso gerou ainda mais críticas.


Alessandro Di Lorenzo

Colaboração para o Olhar Digital

Alessandro Di Lorenzo é colaboração para o olhar digital no Olhar Digital

Lucas Soares é jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e atualmente é editor de ciência e espaço do Olhar Digital.


Postagem Relacionada

Copyright © 2024 Jornal Vertente

Jornal Vertente
Visão geral da privacidade

Este site utiliza cookies para que possamos fornecer a melhor experiência possível ao usuário. As informações dos cookies são armazenadas em seu navegador e desempenham funções como reconhecer você quando retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.